Subir o mesmo arquivo em todos os lugares é a forma mais rápida de desperdiçar uma produção. Um vídeo horizontal num feed vertical fica como uma faixa minúscula no meio da tela, e um vertical no site obriga a assistir por uma fresta. A boa notícia é que as proporções de que você realmente precisa são quatro, e não mudaram em anos.
As quatro proporções que cobrem tudo
- 9:16 vertical — 1080 × 1920 px. É o formato de tela cheia no celular: reels, shorts, TikTok, stories. Hoje é o que tem mais alcance orgânico.
- 4:5 vertical recortado — 1080 × 1350 px. O que rende melhor no feed do Instagram e do Facebook: ocupa mais altura que o quadrado sem ser tela cheia.
- 1:1 quadrado — 1080 × 1080 px. Seguro e neutro. Útil quando a mesma peça vai para várias redes e você não quer fazer três versões.
- 16:9 horizontal — 1920 × 1080 px. YouTube, LinkedIn, seu site, apresentações e telões de evento. Continua sendo o formato do vídeo “longo”.
Se a entrega for em 4K (3840 × 2160), você tem margem para recortar em vertical sem perder definição — vale pedir isso já no contrato.
A zona segura: onde não colocar texto
No vertical, a interface do aplicativo cobre as bordas: em cima o nome da conta, embaixo a legenda, os botões e o áudio. Como regra prática, numa tela de 1080 × 1920 deixe livres cerca de 250 px no topo e 400 px na base, e mantenha textos e logotipos dentro desse retângulo central. É o erro mais comum e o mais caro de corrigir: obriga a reexportar tudo.
Duração: o que realmente importa
Os limites máximos de cada plataforma mudam a cada poucos meses, então não vale a pena memorizá-los. O que se mantém é o comportamento do espectador:
- Os primeiros 3 segundos decidem. Se o vídeo começa com o logotipo girando, você já perdeu metade do público.
- 15 a 30 segundos para uma peça de redes que busca alcance.
- 60 a 90 segundos para explicar um produto ou um processo.
- 1 a 2 minutos para o vídeo institucional da home do seu site.
- 3 minutos ou mais só quando o público já decidiu que tem interesse: treinamentos, documentários de projeto, depoimentos extensos.
Legendas não são opcionais
Boa parte do consumo no celular acontece sem som. Se a mensagem depende da locução e não há texto na tela, o vídeo não comunica nada. Peça as legendas queimadas no vídeo — não o arquivo separado — para as versões de redes, e cuide para que fiquem dentro da zona segura.
Como gravar uma vez e entregar tudo
A chave está na composição, não na câmera. Se na gravação o enquadramento já considera o recorte vertical — sujeito centralizado, respiro em cima e embaixo, nada importante nas extremidades laterais —, um único material rende nos quatro formatos. O contrário, recortar à força um plano pensado só para 16:9, deixa cabeças cortadas e gráficos fora de quadro.
Defina as versões de que precisa antes de gravar. Planejá-las custa quase nada; refazê-las depois custa uma edição inteira.
Precisa de um vídeo que funcione no site e nas redes?
Produzimos vídeo corporativo e institucional com as versões para cada formato previstas desde o início.